-não-
Logo no primeiro dia já fui a alguns shoppings procurar uma Pump -aka máquina de dança- pois era a vibe do momento.
Lá pelo quinto shopping achei uma recém atualizada, com hd e gabinete novos, 10/10.
Não demorou muito começaram a chegar a galera que jogava lá. Dentre eles um rapaz me chamou atenção. Logo eu e meu amigo nos enturmamos com a galerinha -eram umas cinco ou seis pessoas- o que foi bom pro meu coleguinha since que ele não tinha nenhum amigo na cidade ainda.
Após horas de muito suor e pepsi -é uma coisa lá- todos fomos pra casa e combinamos de nos encontrar lá de novo no dia seguinte -teve aquela troca de msn, pra vocês imaginarem o nível da coisa-
Chegando na casa do meu amigo e nos preparando pra dormir percebi que algo aconteceu. Eu botava a minha cabeça no travesseiro e o tal rapaz não saia da minha cabeça. What the fuck!?
Era a primeira vez que eu estava me apaixonando e eu nem sabia.
Voltamos lá todos os dias, virou point, e pra minha alegria, desculpa pra ver o dito todos os dias -fiquei cinco dias na cidade e os cinco eu batia ponto naquele "shopping"-
No quarto dia, uma das meninas que fazia parte da galerinha tinha um desejo enorme que a minha crush pegasse um homem pois ele só havia pego mulheres até então -essas amizades de hoje haha- ela chegou nele e disse que eu queria ficar com ele e, lógico, ele disse não.
-insira aqui um mix enorme de frustração e vergonha-
-insira aqui um mix enorme de frustração e vergonha-
No último dia lá esse pessoal resolveu fazer uma espécie de despedida pra mim na casa de um deles, banhada a álcool e pão de forma com presunto.
Lá pelas tantas da manhã, a gente bebendo/comendo e jogando vídeo game, eu estava num vórtex: sentado no chão e ao meu lado no sofá estava o meu target.
Por efeito da bebida -ou não- eu encostava a minha cabeça na coxa dele e um segundo depois tirava -uma parte de mim queria deixar lá e aproveitar minha ultima noite com ele e a outra mandava eu tirar por não querer encher o saco dele.
No meio desse balaio de gato que se formava na minha cabeça ele fez um movimento: botou a mão dele na minha cabeça e começou a fazer um cafuné. "O QUE ELE TA FAZENDO" era um letreiro digital fonte 140 com efeito de screen saver de Windows 95.
Decidi por fim aproveitar o que tava acontecendo, quietinho na minha cabeça.
Alguns minutos depois alguém soltou uma piada muito boa que fez todo mundo rir e ele chegou a se dobrar de tanto, na mesma hora eu virei a cabeça pra ver ele e, com a mão ainda na minha cabeça, me puxou pra um beijo.
Pronto.
Foi uma coisa tao rápida que ninguém que estava na sala viu.
Ele desceu pro chao e arrumou as mochilas pra formar um encosto e deitou e disse "Deita aqui no meu peito".
Ajudando o fato de estarmos bêbados dormimos em segundos -ate a energia da casa acabou e a gente ja estava morto-
Acordamos um em casa sofa dos cantos da casa -como? ninguém sabe- e aquele momento awkward lv dois mil.
Fiquei olhando o nascer do sol pela janela, ele acordou e se juntou a mim. Ninguém falava nada.
No caminho de volta, dentro do ônibus, a gente sentado lado a lado e ninguém mencionava nada.
Sem aviso previo meu amigo disse "é aqui que a gente desce, vamos!" e eu nem pude me despedir direito -acho que foi bom, ou não, ou tanto faz- a gente se olhou...aperto de mão e "tchau".
Peguei minha mala e no caminho pro aeroporto, dentro do ônibus, eu só conseguia sentir o cheiro dele que ainda estava em mim.
Chagando em Cuiabá a primeira coisa que fiz foi ligar pra ele, conversamos e estava tudo bem. "Tudo bem", sei la, ele disse eu acreditei, fim.
Durante a semana seguinte a gente conversou todos os dias, ele chegou a comentar que gostou da experiência e minha mente ja começou a fazer duzentos planos, obvio.
{Se voce gosta de finais felizes pare de ler agora, spoiler alert, nenhuma das historias escritas aqui terminam bem}
Exatos 7 dias da nossa conversa incrível sobre como tudo foi bem e etc, chegou um "precisamos conversar" e, lógico, não era coisa boa.
Na conversa ele disse que não se imaginava vivendo com outro homem e que continuava gostando de mulher.
-bem resumido porque: tanto faz-
Enfim, mais detalhes? Acho que não, tudo o que eu falar a partir daqui vai soar como drama/chorumela então poupando todos nós: não.
Claro, deve ter a versão dele, porem acho que não vou saber nunca.
E nao, nao é indireta, ele sabe o que a gente viveu e o que eu senti, então não é nenhuma novidade pra -quase- ninguém isso aqui.
Foi uma coisa tao rápida que ninguém que estava na sala viu.
Ele desceu pro chao e arrumou as mochilas pra formar um encosto e deitou e disse "Deita aqui no meu peito".
Ajudando o fato de estarmos bêbados dormimos em segundos -ate a energia da casa acabou e a gente ja estava morto-
Acordamos um em casa sofa dos cantos da casa -como? ninguém sabe- e aquele momento awkward lv dois mil.
Fiquei olhando o nascer do sol pela janela, ele acordou e se juntou a mim. Ninguém falava nada.
No caminho de volta, dentro do ônibus, a gente sentado lado a lado e ninguém mencionava nada.
Sem aviso previo meu amigo disse "é aqui que a gente desce, vamos!" e eu nem pude me despedir direito -acho que foi bom, ou não, ou tanto faz- a gente se olhou...aperto de mão e "tchau".
Peguei minha mala e no caminho pro aeroporto, dentro do ônibus, eu só conseguia sentir o cheiro dele que ainda estava em mim.
Chagando em Cuiabá a primeira coisa que fiz foi ligar pra ele, conversamos e estava tudo bem. "Tudo bem", sei la, ele disse eu acreditei, fim.
Durante a semana seguinte a gente conversou todos os dias, ele chegou a comentar que gostou da experiência e minha mente ja começou a fazer duzentos planos, obvio.
{Se voce gosta de finais felizes pare de ler agora, spoiler alert, nenhuma das historias escritas aqui terminam bem}
Exatos 7 dias da nossa conversa incrível sobre como tudo foi bem e etc, chegou um "precisamos conversar" e, lógico, não era coisa boa.
Na conversa ele disse que não se imaginava vivendo com outro homem e que continuava gostando de mulher.
-bem resumido porque: tanto faz-
Enfim, mais detalhes? Acho que não, tudo o que eu falar a partir daqui vai soar como drama/chorumela então poupando todos nós: não.
Claro, deve ter a versão dele, porem acho que não vou saber nunca.
E nao, nao é indireta, ele sabe o que a gente viveu e o que eu senti, então não é nenhuma novidade pra -quase- ninguém isso aqui.